quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Leitores Ingratos

Leitores Ingratos
Arapongas, 16/11/2011 22:47

Será que todo o meu amor, que com muito ardor
E tantos anos, a fio, devagar eu cultivei por você
Não valeram nada para te fazer pelo menos um pouco mais feliz
Depositando tanto meu meus sentimentos em ti, me pergunto por quê?

Passei horas da minha ironicamente te amando
Só para você hoje estar me largando
Mas ainda da tempo de reatar, por favor me procure
Antes que a morte ache que é a minha hora

Não custa nada comentar, e deixar o seu recado
Se fosse um vil marginal, ou um sortudo tarado
Talvez uma piadinha sem graça, ou um “meme” retardado
Seria mais agradável para tu, gastar o seu tempo como eu tenho gastado

Seja como for eu te pergunto, original para que?
Se a pirataria é bem melhor?
Posso roubar todo mundo, e pagar para depois ser roubado!
Pirateie a sua consciência por que assim outro cara será tapeado

Então, mesmo assim, minha donzela
Que hoje se encontra lavando uma panela
Triste e mal amada, antes foi muito, mas muito desejada
Mas agora vive uma vida triste, sem romance e desleixada

Essa donzela pensa que é tarde demais para voltar atrás
E na verdade é sim, mas antes dela me deixar não era
Você leitor (a), pode ser essa donzela que está perdendo seu tempo bom bobeiras
E não perde um minuto para refletir nas coisas boas que as pessoas fazem na primavera

Talvez você seja daquelas pessoas que dizem “não tem valor um escritor”
Ou talvez pense que é perca de tempo, coisa chata, bobeira, perder um tempo para ler
E que nesse país é comum “o povo não dar o devido valor”
Mas saiba que talvez alguém leia essa poesia, vinte anos depois que eu morrer

Só que ai, será tarde demais leitor ingrato
Não adianta nada você ir lá acender uma vela, por ser humano que não foi amado
As pessoas merecem ser valorizadas enquanto elas vivem, leitora sem coração
Por que depois, não tem mais jeito de me abraçar não...

Helder Henrique do Nascimento Peres
23:18