quinta-feira, 8 de setembro de 2011

De Repente, Volto Para Casa Triste

De Repente, Volto Para Casa Triste
Arapongas (tinha que ser) 08/09/2011 22:14

Por mais carinhoso que você seja, e por mais cordial
Sempre vai ter alguém que por pura iniqüidade vai querer o seu mal
Então eu te pergunto leitora, por você tende simplesmente ignorar as palavras de ternura
Que escrevo todos os dias nestas paginas amareladas, tentando disfarçar minha amargura

Geralmente sempre pego os melhores dos meus sentimentos e com todo o carinho
Descrevo cada detalhe do que tenho em meu coração esperando uma moça com coragem
Para tomar cada centímetro do meu amor que vive infelizmente sozinho
Enquanto você sem atitude nenhuma se esconde embaixo dessa pesada maquiagem

Só que hoje, leitora, não sentimento de carinho nenhum para você ler nessas páginas
Por que tudo de bom que eu tinha você tomou com o seu silêncio e falta de sinceridade
Preencheu de maneira erronia tudo aquilo de bom que eu tinha depositado com afeto á você
Sem mesmo ser rude ou mal educada, você comete uma tremenda atrocidade

Só tem tristezas por você ter me ignorado quando eu te dei uma amostra do meu ser
Você pode estar toda cheia de si leitora, mas um dia faltarão pessoas de bom coração na terra
Não haverá mais poetas carinhosos que te saudarão com um bom dia ou um carinho no braço
Só haverá homens rudes, que só pensam si mesmos, ferramentas descartáveis e em fazer guerra

Talvez assim possa tu lembrar que houve um dia em seu carinho um rapaz de bom coração
E que por estar toda segura de si, pensando maldades ou segundas intenções, malícias
E que você o destratou de maneira tão simples, mas terrível ao mesmo tempo em que por isso
Você mesma espantaste todos os poetas, românticos e cavalheiros que só querem caricias

Não deveria pensar, “por que tenho namorado vou te considerar”, não mesmo
Hoje você pode estar segura de si, mas amanha poderá perder a certeza de sua própria avareza
Então pense se vale a pena continuar assim, esquecendo de todos que só tem sentimento
Mas não quero que pense agora, só quando vierem os tempos de escassez em uma grande magreza

Não sei por onde essa folha, livro ou conjuntos de bytes e caracteres irá viajar
Mas só sei que á quem ler esse poema, cabe a si mesma olhar seu coração e julgar
Não importa se é nova, velha, solteira, pobre, rica, orgulhosa, inteligente, ou está a namorar
Um dia, perceberá que está em uma situação triste e sem esperança e de mim, irá se lembrar

Desculpe se você não merecia ler essas estrofes carregadas de amargura, tristeza e depressão
Mas não fui eu quem encheu á mim mesmo com esses sentimentos de escuridão
E sim uma pessoa que possa estar do seu lado, ou que você conhece e parecem ser bondosas
Só quero que saiba leitora, que graças a pessoas assim, nem tudo são mares de rosas

Helder Henrique do Nascimento Peres 23:16